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«Houve progressos, mas há ainda muito a fazer», afirmou esta manhã na sede da Casa África o Diretor Executivo da Fundación Mo Ibrahim, Abdoulie Janneh, no final de uma conferência realizada perante um auditório repleto de autoridades, académicos e público em geral. A conferência, denominada A importância da governação e da liderança na Agenda de Desenvolvimento de África, foi precedida por algumas palavras do Diretor-geral da Casa África, Luis Padrón López, que explicou o trabalho da Fundación Mo Ibrahim, uma instituição privada sem fins lucrativos que se destaca entre os cinco maiores think tanks a nível mundial.
Janneh afirmou no seu discurso que existe uma ligeira melhoria a nível continental na governação e que esta progressão positiva tem sido constante durante os últimos anos. No topo das questões de governação no continente, colocou as Ilhas Maurícias, Cabo Verde, Seicheles, Botsuana e África do Sul. Referiu também que 13 em 52 países africanos apresentam melhorias importantes em diferentes setores, apesar da deterioração dramática da segurança em outros países e o que isto significa para a sua transformação socioeconómica e para a estabilidade em África. Finalmente, Janneh defendeu a integração de um mercado único, com uma moeda comum e sem fronteiras, talvez inspirado na União Europeia, como caminho fundamental para alcançar um desenvolvimento real do continente africano e mencionou as questões que requerem um consenso e soluções globais, como as alterações climáticas ou a emigração.
«África encontra-se num ponto de viragem crucial da sua história», declarou o Diretor Executivo da Mo Ibrahim, antes de explicar os objetivos da Agenda 2063, que se tornou o documento em torno do qual gira o seu trabalho de recolha e cruzamento de dados.