17/10/2014

Os países africanos vêem no turismo um valor determinante para fomentar uma maior integração regional

No seminário participou Jose Manuel Soria, Ministro da Indústria, Energia e Turismo.

No seminário participou Jose Manuel Soria, Ministro da Indústria, Energia e Turismo.

O turismo deve desempenhar um papel determinante em todos os processos de integração regional dos países africanos e por essa razão é necessário o envolvimento de todos os intervenientes possíveis na sua gestão e promoção. África deve criar redes de comunicação que permitam fazer um esforço na capacitação dos recursos humanos, em primeiro lugar, mas também para superar as barreiras que prejudicam o potencial do setor turístico: a melhoria de infraestruturas, a política de vistos e a conetividade aérea.

Esta foi uma das principais conclusões que os Representantes Permanentes dos Países Africanos alcançaram ontem, segunda-feira, em Nova Iorque, na sede do Instituto Cervantes, no seminário Investimento e Turismo em África, organizado pela Casa África e na Representação Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, com o objetivo de mostrar aos representantes africanos o compromisso de Espanha com o seu continente e pôr à sua disposição o conhecimento, em forma de know-how, que o nosso país adquiriu ao longo de décadas de experiência no turismo.

Esta foi a mensagem principal que lançou durante a inauguração do seminário, o Ministro da Indústria, Energia e Turismo, Jose Manuel Soria, que elogiou o potencial que o continente tem em matéria turística e assegurou que Espanha poderá ser-lhe muito útil quer no turismo como na energia e desenvolvimento de infraestruturas, onde as empresas espanholas se destacam a nível mundial pelo seu elevado conhecimento e experiência.

Juntamente com Soria e o Representante Permanente de Espanha junto das Nações Unidas, Román Oyarzun, interveio o Diretor Geral da Casa África, Luis Padrón, que expôs aos participantes o modelo de diplomacia pública espanhola e o papel da Casa África com os países africanos como o potencial das canárias como centro logístico e humanitário para o continente africano.

O seminário Investimento e Turismo em África dedicou uma das suas fases ao Investimento e as conclusões dos oradores africanos passaram por lançar a mensagem de que nem todo o tipo de investimento é válido no continente, no sentido de que se deve dar sempre primazia ao objetivo de gerar crescimento e criar emprego, através da transferência tecnológica e da dotação de recursos fiscais.

Os países africanos mencionaram também a necessidade de, a nível global, se inserirem nas cadeias de abastecimento, algo que deve ocorrer precisamente através do investimento internacional. As políticas de investimento, concluíram, devem ser realizadas no âmbito de uma estratégia geral de desenvolvimento que promova uma troca estrutural da economia e um aumento da produtividade. Para que isso aconteça é essencial que os países sejam responsáveis e ativos no desenvolvimento das suas políticas e no controlo dos seus mercados.

Na conferência, entre outros, participaram  Calle Schlettwein, Ministro do Comércio e da Indústria da Namíbia; Jean Kapata, Ministra do Turismo e das Artes de Zambaia; Walter Mzembi, Ministro do Turismo do Zimbabué e o Diretor da Secretaria-geral para Relações com os Estados Membros, Carlos Vogeler.

Hoje, terça-feira, o Diretor Geral da Casa África, Luis Padrón, apresenta também na sede do Instituto Cervantes junto das Representações Permanentes africanas constituídas pela Casa África, qual é a sua atividade e as potenciais vias de colaboração para o futuro.

 

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