Dambudzo Marechera

Dambudzo Marechera

Dambudzo Marechera (1952-1987) distinguiu-se por ser um dos mais voláteis, polémicos e originais escritores que saíram do Zimbabué, apesar da controvérsia originada pela sua literatura e vida dramática.

Dambudzo Marechera Nasceu em 1952 na antiga Rodésia, hoje Zimbabué, onde morreu aos 35 anos devido a uma pneumonia, após ter sido diagnosticado com Sida. Ficou órfão de pai em tenra idade, o que levou a numerosa família a uma situação de pobreza. A sua mãe, anteriormente empregada doméstica, começou a prostituir-se, vendo-se obrigada a viver num gueto com os seus filhos e rodeada de violência. Perante esta situação, a infância de Marechera ficou marcada para sempre, provocando-lhe gaguez.

Apesar das suas aflições, Marechera demonstrou ser excepcionalmente inteligente e independente. Em 1972 entrou na Universidade da Rodésia com uma bolsa para estudar Literatura Inglesa. Rapidamente se transformou num activista político, sendo inclusivamente expulso por protestar contra o Governo, no campus. Com as recomendações dos seus professores, continuou a sua educação no New College, Universidade de Oxford, mas viu-se obrigado a abandonar em 1976, depois de tentar incendiar o centro e recusar tratamento psiquiátrico pelo seu comportamento anti-social. Nesta altura muda-se para Londres, onde começa o seu percurso como escritor com The House of Hunger.

Publicada em 1978, a sua primeira obra literária configura-se como uma colecção de relatos autobiográficos, nos quais expõe a vida interior de personagens situados num bairro negro parecido àquele em que cresceu o autor. O livro provocou um grande interesse no mundo literário sobretudo porque representou uma mudança na ficção de África: acabou com o tratamento realista de temas sociais e políticos típicos do romance de protesto anti-colonial a favor de um retrato profundamente interno.

A sua obra seguinte, Black Sunlight, foi publicada em 1980, o mesmo ano em que o Zimbabué declarou a sua independência. No decorrer deste relato, traça-se um paralelismo entre a transformação política do seu país e a própria transformação de Marechera. Quando regressou ao Zimbabué, em 1982, depois de oito anos no exílio, passou por fases de alcoolismo e doenças mentais, deambulando pelas casas dos seus amigos, como um vagabundo.

Enquanto Marechera foi inicialmente aclamado como um talento novo e surpreendente por autores tão notáveis como Doris Lessing, outros lamentaram a sua visão niilista de África, acusando-o de questionar as esperanças do seu próprio povo.

Fontes:

 
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