A Colecção de Literatura Casa África, em colaboração com as Edições ElCobre-ElAleph, tem como objectivo a tradução, para castelhano, dos títulos mais relevantes da literatura africana, tanto dos autores já consagrados como dos novos valores emergentes. Para ver os títulos que integram esta colecção - clicar aqui.

 
A estação da sombra

A estação da sombra

Numa região recôndita da África Subsariana, no seio do clã Mulongo, os filhos mais velhos desapareceram e as autoridades ordenaram a prisão das suas mães num local isolado. Onde estão os rapazes? Numa missão perigosa, os emissários do clã e três mães corajosas vão descobrir que os seus vizinhos, os bwele, capturaram-nos e venderam-nos a estrangeiros vindos do norte pelas águas. Neste poderoso romance, Léonora Miano fala sobre o tráfico de escravos para dar voz àqueles a quem lhes foi retirado um ente querido. A história da África Subsariana palpita nele através de uma prosa magnífica e misteriosa, impregnada de misticismo, crenças e da “obrigação de inventar para sobreviver”.

 
A estação da sombra

A estação da sombra

Numa região recôndita da África Subsariana, no seio do clã Mulongo, os filhos mais velhos desapareceram e as autoridades ordenaram a prisão das suas mães num local isolado. Onde estão os rapazes? Numa missão perigosa, os emissários do clã e três mães corajosas vão descobrir que os seus vizinhos, os bwele, capturaram-nos e venderam-nos a estrangeiros vindos do norte pelas águas. Neste poderoso romance, Léonora Miano fala sobre o tráfico de escravos para dar voz àqueles a quem lhes foi retirado um ente querido. A história da África Subsariana palpita nele através de uma prosa magnífica e misteriosa, impregnada de misticismo, crenças e da “obrigação de inventar para sobreviver”.

 
A nossa irmã desmancha-prazeres

A nossa irmã desmancha-prazeres

Ama Ata Aidoo
“Por acaso não sou uma mulher?", perguntava a activista negra Sojourner Truth às suas compatriotas norte-americanas. Desde os anos sessenta do séc. XX, Ama Ata Aidoo interpela por igual mulheres e homens, branc@s e negr@s, com a sua obra e a sua vida. Com o implacável olhar de A nossa irmã desmancha-prazeres sobre Europa, Aidoo destrói as nossas certezas, ataca a nossa bondade autocomplacente, mina as nossas desculpas para não enfrentar os discursos e os efeitos do poder num mundo global construído sobre a injustiça e a desigualdade. Como Audre Lorde, Aidoo olha-nos nos olhos e diz: "Estou a fazer o meu trabalho. Estão vocês a fazer o vosso?".


 
A vida e os media

A vida e os media

Sony Labou Tansi
Após a sua independência, o fictício e imenso país da África negra, Katamalanasia, submetido à mais sangrenta e absurda ditadura, é governado pelo Guia Providencial, um tirano cuja autocracia roça o delírio. Para se livrar de qualquer oposição, não hesita em degolar e matar de mil maneiras Marcial, o chefe rebelde, mas, perante a sua estupefação, continua a falar. Reduzido a bocados e devorado pelos membros da sua família, continua a viver. Não deixará de viver nem de atormentar o Guia — e os seus sucessores - ao longo desta história que abarca várias gerações numa tela de extraordinárias aventuras que compõem esta fábula, simultaneamente sátira feroz, relato de ficção científica e livro de sabedoria, tudo isso a transfigurar a história, África e o mundo.


 
Nur_1947

As que aguardam

Fatou Diome
Arame e Bougna, mães de Lamine e Issa, clandestinos que partiram para a Europa, já não contam os seus aniversários. Cada uma delas é sentinela devota e consagrada à salvaguarda dos seus, o pilar que sustenta a morada sobre as galerias escavadas pela ausência. Coumba e Daba, jovens esposas de ambos emigrantes, cheiram as suas primeiras rosas: sedentas de amor, de futuro e de modernidade, lançam-se, sem reservas, numa pista de felicidade que se converte, pouco a pouco, na sua via sacra. A vida não aguarda pelos ausentes: os amores variam, afloram os segredos de família, as pequenas e grandes traições alimentam a crónica social e determinam a natureza dos reencontros. O rosto que regressa pode não ser aquele que se espera.

 
Nur_1947

Amanhã farei 20 anos

Alain Mabanckou
Este é o relato sobre a educação sentimental de uma criança numa verdadeira colmeia de histórias de amor. Trata-se da história de Michel, a quem acusam de possuir certos poderes mágicos, um menino de dez anos em plena aprendizagem de vida, da amizade e do amor enquanto o Congo vive a sua primeira década de independência. Sucedem-se episódios de uma crónica familiar atroz e alegre com situações burlescas e personagens de grande colorido como o pai adotivo de Michel, rececionista no hotel Victory Palace; a mãe Pauline, cuja tarefa de educar o seu turbulento filho único é, por vezes, custosa; o tio René, falador, rico e não obstante, oportunamente comunista; ou Caroline, que provoca em Michel uma furiosa agitação de hormonas.

 
Nur_1947

Os tambores da memória

Boubacar Boris Diop
A magia da rainha Johanna Simentho do reino de Wissombo existe, pouco importa se é ficção ou realidade, pois traz o fôlego da independência, da liberdade e da dignidade. Fadel, o filho do milionário, acredita nela e abandonaria tudo para a servir. O seu irmão Badou, o revolucionário, trauteará, sem ilusões, a canção da Johanna. Quanto a Ismaila, jovem burocrata e Ndella, sua mulher, o misterioso desaparecimento de Fadel também irá envolvê-los na história da rainha Johanna, ponto central da história. Para todos, o eco dos tambores da memória ouvir-se-á na brisa da História.

 
Nur_1947

Nur, 1947

Jean-Luc Raharimanana
Numa busca obsessiva de um amor morto, um fuzileiro rebela-se e refugia-se no passado da Grande Ilha. Raharimanana, o autor, ao investigar os mitos e a memória dos malgaxes, faz brotar assim a violência que caracteriza a história do seu país (Madagáscar). A violência colonial, que massacra em nome das suas certezas civilizadoras, mas também a violência de um país marcado pelos sonhos de unificação e de conquista dos sucessivos reinados. Apoiando-se numa escrita visionária e alucinante, Nur, 1947 é uma novela necessária e comovedora da história malgaxe.

 
Tiempo_de_perros

Tiempo de perro (Tempo de cão)

Patrice Nganang
Este romance leva-nos aos Camarões e aos seus bairros populosos como Madagáscar. Aí está o bar “O Cliente é Rei”, gerido por Massa Yo. Também iremos conhecer a sua esposa, vendedora de Donuts, Mamá Mado, e o seu filho Sumi. Porém, sobretudo Mbudjak, o cão-humanista farejador e observador dos mil e um acontecimentos da rua, esse local onde a palavra tem o seu berço, onde a palavra é rainha, onde o rumor cresce, onde soam as revoltas. Tempo de Cão é um romance emblemático para os povos de África, que esperam a sua vez e a sua voz, um elogio à palavra da rua que rompe as consciências, onde francês, inglês, franglês, camfranglês e bamikelé se misturam numa deliciosa língua mestiça.

 
Mayombe

Mayombe

Pepetela [Artur Pestana]
Este romance foi escrito a cada anoitecer, durante um ano, em plena selva de Cabinda, onde o autor lutava contra o colonialismo português. No coração de Mayombe, Pepetela descreve as misérias e grandezas da guerrilha, mostrando os seus valores e contradições. Assinala os mecanismos que conduzem à sacralização do poder e põe a nu o racismo e o tribalismo que dificulta a unidade africana. Também o amor surge, inevitavelmente, condicionando o comportamento do homem mais dedicado. A obra foi prémio Nacional Angolano de Literatura. 

 
Hijos_del_balon

Hijos del balón (Filhos da Bola)

Abdourahman Waberi  (coordenador)
Esta obra representa a esperança de todo um continente. É o relato de uma geração através de uma paixão: o futebol. Na ocasião do primeiro Campeonato Mundial de Futebol organizado em terras africanas, onde autores assistiram ao jogo e nos ofereceram, cada um deles, um relato no qual a bola ocupa um lugar especial. Alguns autores foram verdadeiros jogadores; outros, jogadores de bancada, escritores peritos em matéria futebolística e os relatos são rostos do continente africano: desde as crianças que jogam futebol no pó das ruas até aos jogadores profissionais que sonham com grandes clubes europeus.

 
Kuti, Memoria de Sangre

El Antipueblo (O Anti-Povo)

Sony Labou Tansi
O Antipueblo( O Anti-Povo) é uma novela truculenta, grotesca, uma sátira político-social feroz que nos relata a historia de Dadú, esposo e pai modelo, funcionário íntegro, director adjunto da Escola Normal de Magistério de Kinshasa, um cidadão exemplar do Zaire a quem os encantos de Yavelde, uma das suas jovens estudantes, põem à prova. Como se resiste à tentação, em Kinshasa ou em qualquer outra parte?
Assim começa para Dadú uma aventura extraordinária e espantosa, que o levará aos calabouços do seu próprio país e, dali, num crescendo inelutável, à guerrilha contra-revolucionária do Estado limítrofe, onde lhe encarregam o assassinato do 'Primeiro Ministro', o poder 'anti-povo'.

 
Kuti, Memoria de Sangre

Os negros nunca irão para o paraíso

Tanella Boni
"Os negros nunca irão para o paraíso!” A negação absoluta projectava a expressão. Assim, a exclamação do desconhecido encorajou-me a seguir em frente com a minha investigação sobre os clichés que já não têm piada. À espera de um improvável avião, tinha eu apanhado, sem avaliar toda a sua importância, essa frase fundamental ao meu alcance, capaz de abrir a minha vida cosida com mil interferências, de me devolver à memória ainda não perdida, apenas adormecida. Primeiro tinha de encontrar as palavras adequadas para a conversa, o exercício mais difícil entre dois desconhecidos, separados pelo muro da pele".  Através do retrato de Amédée-Jonas Dioeusérail, fazem-se ouvir as vozes de excluídos, dos "itinerantes", dos "negratas desenraizados".

 
Kuti, Memoria de Sangre

Kuti, Memoria de Sangre (Kuti, Memória de Sangue)

Aïda Mady Diallo
Gao, Mali, 6 de Março de 1984. A aldeia é atacada por um bando de saqueadores tuaregues. A família de Kuty, uma menina de 10 anos, é massacrada perante si por quatro homens que atiram contra uma parede e degolam o seu pai, enquanto assiste à violação da sua mulher, a mãe de Kuty, que se suicida pouco depois por imolação.  Kuty, memoria de sangre/Kuty, memória de sangue é o relato da longa vingança desta menina. É também uma parte da história da África que viu, durante muito tempo, como o povo negro era capturado e vendido como escravo pelos senhores do deserto. É sobretudo a primeira novela negra escrita por uma jovem africana que nos transmite, através das suas emoções, a história de toda uma geração que lutou pela liberdade.

 
El otro pie de la sirena

El otro pie de la sirena

Mia Couto
Mia Couto (1955) é o escritor moçambicano internacionalmente mais conhecido. Neste seu último romance alterna duas linhas argumentais, que por sua vez estão integradas por pequenas histórias que se entrelaçam, como num jogo de caixas africanas (e chinesas) de madeira talhada, que contêm outras mais pequenas. Em toda a sua obra de ficção, Mia Couto brinca com a linguagem e cria neologismos, altera a sintaxe e serve-se da tradição oral e dos provérbios. Fala de Moçambique, de África, da identidade, da memória e da amnésia colectiva.

 
Trilogía de Z Town

Trilogía de Z Town

Achmat Dangot
A África do Sul é talvez o país africano com uma tradição literária mais sólida. Os seus dois prémios Nobel (Nadine Gordimer e JM Coetzee) conseguiram fazer chegar a sua voz a todo o mundo. Mas a literatura deste país é muito mais rica: negros, mestiços, asiáticos e brancos somaram-se a correntes literárias de tipo muito diverso. Entre todos eles, destaca-se, por um estilo genial e compromisso pessoal, Achmat Dangor (África do Sul, 1948), presidente da Fundação Nelson Mandela. Trilogia de Z Town é o grande romance sobre o Apartheid. Achmat Dangor, nesta obra, recria a vida num ghetto negro, submetida à autoridade tirânica de um administrador capaz de tudo.

 
Historia de la Literatura Negroafricana

Historia de la Literatura Negroafricana

Lilyan Kesteloot
Primeira tradução para espanhol da História da literatura negro-africana, obra de referência de Lylian Kesteloot, uma das maiores especialistas neste tema. O livro trata a história da literatura africana contemporânea, escrita, que nasceu no início dos anos 30 do século XX com a criação do movimento da Negritude (Senghor - Senegal; Césaire - Martinica; Damas - Guiana), assim como o estudo dos seus antecedentes, entre eles a literatura negro-americana dos poetas do Renascimento de Harlem, nos anos vinte.

 
Amkullel, el niño Fulbé

Amkullel, el niño Fulbé

Ahmadou Hampaté Bá
"Em África, quando morre um velho, toda uma biblioteca desaparece, sem necessidade de que as chamas acabem com o papel". Talvez seja esta a citação mais lembrada do etnólogo Amadou Hampaté Ba (Mali, 1900 ou 1901), do qual se destaca o seu trabalho no campo da recuperação e transmissão da cultura africana e os seus arquivos manuscritos, fruto de meio século de investigação sobre as tradições orais. Amkullel, o Menino Fula foi publicado de forma póstuma e recolhe as suas memórias.

 
El fuego de los orígenes

El fuego de los orígenes (O fogo das origens)

Emmanuel Dongala
Os contrastes de El fuego de los orígenes/ O fogo das origens fazem desta obra um completo fresco da colonização e da independência de África. Mandala Mankuku, "o que derruba a os poderosos", encontra-se perante a opção de preservar a tradição ou submeter-se cegamente a esta. Através da apaixonante narração da sua vida, levantam-se as grandes questões que afectaram sempre o Homem: o progresso é uma fuga para a frente? Pode o Homem sobreviver à angústia do nada? É justa uma sociedade que não aceita as diferenças? É o amor mais forte do que as leis? Com uma linguagem rica e colorida, esta maravilhosa novela prende-nos com a sua nova luz.

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