Esta colecção tem como objectivo apoiar a edição de textos integrados na Biblioteca de Estudos Africanos de Edicions Bellaterra, dirigida por Albert Roca. Através destes títulos, o património cultural africano será difundido em Espanha, com o objectivo de aproximar os grandes pensadores da sociedade africana ao público espanhol. A colaboração baseia-se na tradução de grandes títulos de pensadores africanos que tenham levado, para o continente, a base de iniciativas políticas e culturais, como é o caso de autores como Cheikh Anta Diop, Joseph Ki-Zerbo ou Kwame Nkrumah [ler mais]

 
A Crónica da Guiné

Nacionalismo e Cultura

Amílcar Cabral
Tal como relata o prólogo desta obra, Amílcar Cabral foi o líder mais prestigiado de todos os que desafiaram o poder colonial português. É certo que existiram outros nomes, alguns com a mesma dimensão de Eduardo Mondlane ou Samora Machel em Moçambique; ou de Agostinho Neto e Mario de Andrade em Angola, apenas para citar os seus contemporâneos mais relevantes. Mas a importância de Amílcar Cabral não se cinge somente à sua projeção política, onde é uma referência no desgaste militar do colonialismo português, mas foi também uma referência no plano intelectual do qual surgem obras como esta que agora é traduzida e editada pela Casa África.


 
A Crónica da Guiné

Nacionalismo e Cultura

Amílcar Cabral
Tal como relata o prólogo desta obra, Amílcar Cabral foi o líder mais prestigiado de todos os que desafiaram o poder colonial português. É certo que existiram outros nomes, alguns com a mesma dimensão de Eduardo Mondlane ou Samora Machel em Moçambique; ou de Agostinho Neto e Mario de Andrade em Angola, apenas para citar os seus contemporâneos mais relevantes. Mas a importância de Amílcar Cabral não se cinge somente à sua projeção política, onde é uma referência no desgaste militar do colonialismo português, mas foi também uma referência no plano intelectual do qual surgem obras como esta que agora é traduzida e editada pela Casa África.


 
A Crónica da Guiné A Crónica da Guiné

E. Aznar / D.Corbella / A.Tejera
Este texto serve para conhecer a expansão portuguesa no Atlântico meridional. O seu autor, o cronista cortesão Gomes Eannes de Zurara, utilizou na sua redação os relatórios detalhados enviados ao tribunal pelos expedicionários, pelo que os seus dados podem ser considerados de “primeira mão”. A obra centra-se na figura do infante D. Enrique e nas viagens que se realizaram sob a sua égide até 1453, que vão desde a histórica passagem do cabo Bojador até à chegada à região do rio Gâmbia. Além do próprio descobrimento, o relato oferece detalhes de grande importância sobre as povoações encontradas pelos navegantes (azanegas, bananas e canários), os seus habitats, vestuário, armamento, alimentação, etc. Ler fragmento - Comprar

 
África deve unir-se

Naciones negras y cultura (Nações negras e cultura)

Cheikh Anta Diop
No momento da sua publicação, a mensagem desta obra soou como uma explosão descomunal: egípcios negros? Paternidade negroafricana do «milagre grego»? O escândalo foi amplificado e tornou-se numa questão principal, no ambiente de emancipação anticolonial da época. As ideias de Diop incendiaram os círculos intelectuais africanos, primeiro os francófonos e, de seguida, sobretudo, os afroamericanos. Contudo, as suas questões continuam vigentes, assim como a surdez internacional, o que constitui, sem dúvida, um dos grandes pecados, não morais, mas económicos, por parte da Academia ocidental. Tal como imaginava Diop, Nations Nègres et Culture era e é um ponto de partida, não de chegada.

 
África deve unir-se

História da África Negra. Das origens às independências

Joseph Ki-Zerbo 
Este é um clássico contemporâneo, não só actual mas também imprescindível. A obra original consistiu numa espécie de ensaio do que depois seria a História Geral de África, um projecto de referência no qual Ki-Zerbo participou como membro do Comité Científico Internacional e director do primeiro volume. Joseph Ki-Zerbo pertenceu à geração de sábios que, no caminho da independência, estudou a História do continente a sul do Saara. Esta história tinha sido ignorada e, inclusivamente, negada, durante muito tempo, pelo Ocidente tal como nos recordo o próprio autor, citando neste sentido Hegel. A historiografia colonial começaria a preencher esse vazio, mas atribuindo qualquer mudança significativa ao estrangeiro.

 
África deve unir-se

História da África Negra. Das origens às independências

Joseph Ki-Zerbo 
Este é um clássico contemporâneo, não só actual mas também imprescindível. A obra original consistiu numa espécie de ensaio do que depois seria a História Geral de África, um projecto de referência no qual Ki-Zerbo participou como membro do Comité Científico Internacional e director do primeiro volume. Joseph Ki-Zerbo pertenceu à geração de sábios que, no caminho da independência, estudou a História do continente a sul do Saara. Esta história tinha sido ignorada e, inclusivamente, negada, durante muito tempo, pelo Ocidente tal como nos recordo o próprio autor, citando neste sentido Hegel. A historiografia colonial começaria a preencher esse vazio, mas atribuindo qualquer mudança significativa ao estrangeiro.

 
África deve unir-se

África deve unir-se

Kwame Nkrumah
O título desta obra converteu-se num mote do pan-africanismo posterior às independências africanas repetido mil vezes. Em 1963, o ano em que foi criada a Organização para a Unidade Africana, Nkrumah publicava o livro que melhor resumiria a sua ideologia pan-africanista como um chamamento, quase um apelo aos conjuntos de novos países africanos. As palavras do próprio Nkrumah perante a assembleia fundacional da OUA continuam a estar certas: “se conseguirmos construir em África o exemplo de um continente unido com uma política e um objectivo comuns, teremos realizado a melhor contribuição possível para a paz pela qual anseiam hoje todos os homens e mulheres. E os africanos sabem isso.”

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