A Casa África, em colaboração com a Editorial Los libros de la Catarata, criou uma linha editorial para dar visibilidade ao conhecimento de pensadores, escritores e teóricos africanos e africanistas, com o objectivo de apoiar o estudo e a investigação sobre matérias que estejam relacionadas com o desenvolvimento e potencialidades do continente a partir de um ponto de vista alheio a estereótipos com os quais tem sido, tradicionalmente, abordada a realidade africana.
Neste sentido, a Casa África entrega anualmente os Prémios de Ensaio, para fomentar a investigação e a difusão de conhecimentos sobre temas africanos.
Para consultar os diversos títulos que esta colecção dispõe, clicar aqui.

 

Premios de Ensayo


Os desafios de segurança em África. O potencial do alerta precoce na região da África Ocidental

VII Edição: Os desafios de segurança em África. O potencial do alerta precoce na região da África Ocidental. Jara Cuadrado Bolaños

Na última década, o continente africano adquiriu um papel de destaque na agenda internacional. Deixou de ser associado à pobreza e passou a ser sinónimo de oportunidades graças às expectativas criadas por alguns dados económicos e progressos democráticos. No entanto, os desafios apresentados em África em matéria de segurança são inúmeros e representam um futuro incerto. O objetivo deste ensaio é realçar a importância das medidas de alerta precoce neste domínio, destacando experiências como a da CEDEAO na gestão de ameaças e desenvolvimento de medidas de prevenção.

 
Os desafios de segurança em África. O potencial do alerta precoce na região da África Ocidental

VII Edição: Os desafios de segurança em África. O potencial do alerta precoce na região da África Ocidental. Jara Cuadrado Bolaños

Na última década, o continente africano adquiriu um papel de destaque na agenda internacional. Deixou de ser associado à pobreza e passou a ser sinónimo de oportunidades graças às expectativas criadas por alguns dados económicos e progressos democráticos. No entanto, os desafios apresentados em África em matéria de segurança são inúmeros e representam um futuro incerto. O objetivo deste ensaio é realçar a importância das medidas de alerta precoce neste domínio, destacando experiências como a da CEDEAO na gestão de ameaças e desenvolvimento de medidas de prevenção.

 
Participação popular e boa governação. Balanço e perspetivas para 2063

VI Edição: Participação popular e boa governação. Balanço e perspetivas para 2063. Marcel Banza

Nalguns países africanos, a população encontra-se excluída da gestão política, económica e sociocultural, mas nem sempre foi assim. Durante os anos anteriores às independências e na primeira década posterior, a população africana teve um papel decisivo na gestão dos seus países. Atualmente, com muitos deles a ocupar os piores lugares no ranking de desenvolvimento humano, a boa governação, tema escolhido para a 6ª edição do Prémio de Ensaio da Casa África, é determinante para o desenvolvimento do continente e assim é perspetivado pela União Africana, com 2063 como horizonte.

 
Un modo de afrontar la ciudad africana

V Edição: um modo de entender a cidade africana. Manuel Martín Hernández, Vicente Díaz García e Eugenio Rodríguez Cabrera

O assunto escolhido para esta convocatória foi 'A cidade africana, o seu desenvolvimento, presente e futuro' e os autores da obra defendem que não existe apenas um desenvolvimento possível, apenas uma cidade possível ou uma maneira única de fazer as coisas. Formulam um 'direito à cidade' capaz de gerar outras maneiras de entender, configurar e gerir a cidade africana, centradas na 'produção social do habitat', e propõem alimentar esta alternativa com uma cooperação Sul-Sul. Mas, acima de tudo, enfatizam a necessidade de uma participação direta, interdisciplinar e ativa das sociedades africanas na criação das suas cidades.

 
Redes sociales para el cambio en África IV Edição: Redes sociais para a mudança em África.Antoni Castel Tremosa e Carlos Bajo Erro

O tema eleito para esta convocatória foi 'Periodismo, comunicación y nuevas tecnologías en África' (Jornalismo, comunicação e novas tecnologias em África), epígrafe na qual entrava toda a comunicação que se faz sobre e a partir de África: a forma de como se informa o continente ou a utilização que os africanos fazem das novas tecnologias para o desenvolvimento, a ligação com o resto do mundo, a difusão de conteúdos e câmbio social. Precisamente neste último foco do tema centra-se a obra apresentada por Antoni Castel e Carlos Bajo e que acabou por sair vencedora perante um júri, que valorizou especialmente o contributo que dá ao conhecimento do uso criativo e militante das TIC por parte das sociedades civis africanas e a sua contribuição para a democratização do continente. 


 
Agricultura_Africana

III Edição: A agricultura africana. Um presente de mudanças e desafios (La agricultura africana. Un presente de cambios y desafíos) Miguel Ángel Martín López

Apesar das crises alimentares que sofre, África é um dos celeiros do planeta. É um território imenso e fértil, no qual a monocultura, introduzida durante a época colonial, não conseguiu acabar com a aposta da agricultura tradicional na biodiversidade e num desenvolvimento sustentável e justo. Nesta obra explica-se a revolução verde africana, os problemas que enfrenta e as oportunidades que oferece. Também analisa outros aspetos que podem ser oportunidades de desenvolvimento, como a atenção à sua rica agrobiodiversidade ou ao desenvolvimento da agricultura orgânica e da agroindústria para satisfazer os seus mercados. Uma visão de conjunto que contribui para esclarecer os caminhos para o futuro.

 
Nigeria_brechas_petroestado

Edição 2009: Nigéria. As falhas de um petro-estado

A Nigéria é o gigante económico da África Ocidental, o principal produtor de petróleo do continente negro e lar de uma das populações mais carenciadas da Terra. Na abundância petrolífera - elemento crucial na construção do Estado pós-colonial e na configuração do seu imaginário colectivo - encontram-se muitas das razões que fazem deste país um paradigma da desigualdade. As diversas falhas abertas no seu aparelho institucional chegam até à fractura no Delta do rio Níger, onde se encontra o combustível da economia nacional. Aí, a exploração do ouro negro e as controvérsias suscitadas pelo seu controlo, montaram um cenário de permanentes conflitos. Este livro é uma viagem pela história do petro-estado nigeriano e uma homenagem a quem se dedica à reconstrução da sua fundação.

 
Premios Ensayo

I Edición: Premios Ensayo. Varios autores

Este libro reúne los tres ensayos ganadores en la primera convocatoria de los Premios de Ensayo Casa África. Las temáticas abordadas profundizan en las relaciones entre África Subsahariana y España desde distintos ámbitos: Historia, desarrollo económico y procesos de consolidación democrática. Estos premios tienen como objetivo incentivar y difundir investigaciones que ofrezcan una imagen plural y dinámica de esta región del continente africano, alejada de las visiones simplificadoras y homogeneizadoras que han formado parte del imaginario occidental. Autores: Gustau Nerín, Óscar Mateos Martín, Vicente J. Montes Gan y Eva Medina Moral. 

 

Colección de Ensayos


Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

O que é o Boko Haram? É fácil perder-se na mistura de realidade e ficção que rodeia este movimento, que afirma querer implementar um califado na África ocidental e que se juntou à organização mediática do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Jesús Núñez explica-nos neste livro de que forma, no contexto de pobreza e exclusão do norte da Nigéria, o Boko Haram soube consolidar uma base social recetiva aos seus princípios ideológicos, apesar das diferenças étnicas, acrescentando aos seus métodos terroristas uma componente de apoio aos seus seguidores mais desfavorecidos e um discurso político que representa uma alternativa desesperada à corrupção e ineficácia das autoridades.


 
Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

O que é o Boko Haram? É fácil perder-se na mistura de realidade e ficção que rodeia este movimento, que afirma querer implementar um califado na África ocidental e que se juntou à organização mediática do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Jesús Núñez explica-nos neste livro de que forma, no contexto de pobreza e exclusão do norte da Nigéria, o Boko Haram soube consolidar uma base social recetiva aos seus princípios ideológicos, apesar das diferenças étnicas, acrescentando aos seus métodos terroristas uma componente de apoio aos seus seguidores mais desfavorecidos e um discurso político que representa uma alternativa desesperada à corrupção e ineficácia das autoridades.


 
Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

O que é o Boko Haram? É fácil perder-se na mistura de realidade e ficção que rodeia este movimento, que afirma querer implementar um califado na África ocidental e que se juntou à organização mediática do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Jesús Núñez explica-nos neste livro de que forma, no contexto de pobreza e exclusão do norte da Nigéria, o Boko Haram soube consolidar uma base social recetiva aos seus princípios ideológicos, apesar das diferenças étnicas, acrescentando aos seus métodos terroristas uma componente de apoio aos seus seguidores mais desfavorecidos e um discurso político que representa uma alternativa desesperada à corrupção e ineficácia das autoridades.


 
Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

Boko Haram. O delírio do califado na África ocidental

O que é o Boko Haram? É fácil perder-se na mistura de realidade e ficção que rodeia este movimento, que afirma querer implementar um califado na África ocidental e que se juntou à organização mediática do Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Jesús Núñez explica-nos neste livro de que forma, no contexto de pobreza e exclusão do norte da Nigéria, o Boko Haram soube consolidar uma base social recetiva aos seus princípios ideológicos, apesar das diferenças étnicas, acrescentando aos seus métodos terroristas uma componente de apoio aos seus seguidores mais desfavorecidos e um discurso político que representa uma alternativa desesperada à corrupção e ineficácia das autoridades.


 
Amina Cachalia-Autobiografía-Cuando esperanza rima con historia

Ser escravo na África e na América entre os séculos XV e XIX

Entre os séculos XV e XIX, mais de doze milhões de africanos foram levados como escravos para as Américas para trabalhar nas indústrias fornecedoras dos mercados europeus. Neste trabalho, Catherine Coquery-Vidrovitch e Éric Mesnard, dois dos principais especialistas na área, oferecem uma abordagem que rompe com as chaves de interpretação eurocêntrica até então dominantes e dá um papel central ao continente africano e seus habitantes, esclavagistas ou escravos. Reconstroem a experiência da escravidão a partir das histórias de vida e a literatura administrativa que se conserva e exploram as formas de resistência material e simbólica que os escravos desenvolvem perante a sua situação, entrando em realidades pouco conhecidas ou discutidas até agora.

 
Amina Cachalia-Autobiografía-Cuando esperanza rima con historia

Amina Cachalia- Autobiografia - Quando esperança rima com história

Amina Cachalia nasceu em pleno apartheid, mas desde a infância tinha aprendido o que era a discriminação graças a Mahatma Gandhi, a quem o seu pai, de origem indiana, tinha apoiado na campanha de resistência pacífica em Durban (África do Sul). Então, como adolescente, já era uma ativista pela liberdade, os direitos humanos e a igualdade, e foi a mulher mais jovem presa no país. As suas atividades políticas levaram-na a ser uma das protagonistas do movimento feminista e anti-apartheid, sendo eleita, nas primeiras eleições democráticas, como membro da Assembleia Nacional da África do Sul. Neste livro, ela conta as suas experiências e permite-nos, por exemplo, conhecer a estreita relação que teve com Nelson Mandela.

 
O ensino do espanhol na África Subsaariana

Microfones de paz. Conversas com Caddy Adzuba

Caddy Adzuba, vencedora do Prémio Príncipe das Astúrias da Concórdia 2014 e lutadora pelos direitos humanos, mostra-nos neste ensaio de Elisa Garcia como os meios de comunicação devem servir para mudar as políticas públicas e chamar a atenção para causas sociais esquecidas. Na República Democrática do Congo, a sociedade civil apropriou-se dos meios de comunicação como uma ferramenta para a promoção das culturas de paz. As jornalistas do AFEM-SK mulheres têm capitalizado os seus conhecimentos de rádio, vídeo e imprensa para exigir o fim da violência contra a sociedade e quebrar o regime de impunidade em que se continuam a cometer crimes sexuais contra mulheres e meninas.


 
¿Una nueva era para África? Desafíos y perspectivas sobre paz y seguridad

Uma nova era para África? Desafios e perspectivas sobre paz e segurança

Desde 2010, com a comemoração do 50º aniversário do início das independências africanas, que o continente tem sido pródigo em celebrações de carácter simbólico e político, como o 50º aniversário da União Africana, realizado em 2013. É o momento de fazer um balanço sobre os conflitos armado, a gestão do seu impacto, as maneiras de resolvê-lo e construir a paz. Este livro interdisciplinar tem contribuições de académicos africanos e europeus e tenta lançar luz sobre esta nova era no domínio da paz e segurança em África. Um quadro complexo que também destaca o papel crescente da África subsaariana nestes processos.

 
O ensino do espanhol na África Subsaariana

O ensino do espanhol na África Subsaariana

Quando falamos da língua espanhola pensamos no idioma de Espanha e da América Latina. Se pensarmos nas pessoas que cada vez mais se interessam em aprender esta língua, possivelmente pensaremos nos EUA ou na China, mas quase nunca o associamos com a África Subsaariana, onde quase um milhão e meio de pessoas estudam já esta língua. Este ensaio pretende cobrir a ausência de bibliografia acerca da presença do espanhol nesse enorme e diverso território que é o subcontinente a sul do Saara. 35 hispanistas redigiram os 30 capítulos que formam este trabalho, documentando a situação actual do ensino do espanhol nos 27 países subsaarianos em que a presença do espanhol é verificável.


 
El sueño liberal en África Subsahariana. Debates y controversias sobre la construcción de la paz

O sonho liberal na África Subsaariana

A construção da paz em África passa necessariamente pelas missões internacionais? Este livro faz uma abordagem das controvérsias e debates relacionados com sanções internacionais, justiça transicional, retorno de refugiados, reformas na segurança ou programas de desarmamento, desmobilização e reinserção dos combatentes para demonstrar, entre outras coisas, como a visão hegemónica (a paz liberal) retrata os atores externos como liberais e pacificadores em relação aos outros, os africanos (locais ou regionais) ou os iliberais, e assim ficam ocultas várias práticas não-liberais também manifestadas pelos atores internacionais nos processos de paz no continente subsaariano.


 
Energías Renovables en África Occidental

Energias Renováveis na África Ocidental. Estado, experiências e tendências

O Centro Regional de Energias Renováveis e Eficácia Energética da CEDEAO (ECREEE), o Instituto Tecnológico das Canárias (ITC) e a Casa África elaboraram esta publicação ao compilar artigos de vários autores e instituições de referência com o objetivo de apresentar a situação atual e as tendências de desenvolvimento das Energias Renováveis (EERR) na África Ocidental, num contexto internacional. Este livro é uma contribuição também para o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos nas Nações Unidas e um complemento às ações de difusão da ECREEE e ao projeto RENOW, liderado pelo ITC e que pretende elaborar estratégias para o desenvolvimento das EERR no Atlântico Euroafricano.


 
Angola. Radiografía de un país petrolero

Angola. Radiografia de um país petrolífero

Apesar de ser o principal país petrolífero da África subsaariana e um dos maiores exportadores de diamantes, só existem obras no nosso país que expliquem a realidade socioeconómica, política e meio-ambiental de Angola. Este libro cobre este espaço vazio e oferece uma visão que, sem tornar óbvia a perspetiva do que é conhecido como “a maldição dos recursos”, se foca na análise de um modelo social com grandes desigualdades, devido a que a indústria do petróleo só consegue criar emprego e, em vez disso, as receitas que gera contribuem para manter um sistema político propenso à opacidade, corrupção e autoritarismo. Desta forma, ainda que a indústria petrolífera possa significar uma oportunidade para o desenvolvimento socioeconómico, têm de se dar um conjunto de condições que nem sempre coincidem.


 
África en movimiento África em movimento.

As migrações são uma bênção ou uma maldição para o continente africano? Esta obra, coordenada pelo professor Mbuyi Kabunda, analisa as características das migrações internas e externas do continente, destacando os aspetos positivos e negativos para a África e Europa, com o objetivo de acabar com a conceção etnocêntrica do desenvolvimento, pois em análise dos fluxos migratórios internacionais geralmente incide-se mais nas migrações Norte-Sul, verticais ou intercontinentais, passando por alto às intracontinentais ou horizontais, que são as que registam os maiores desfasamentos no mundo e que se produzem entre as regiões distintas do Sul e entre países do mesmo continente.

 
49 horas en Kinshasa. Crónica desde la Embajada de España. Miguel Fernández-Palacios Martínez (2012)

49 horas em Kinshasa. Crónica da Embaixada de Espanha (49 horas en Kinshasa. Crónica desde la Embajada de España)

Em 22 de março de 2007, várias munições de artilharia perfuravam o edifício que acolhe a Embaixada de Espanha na República Democrática do Congo. O exército regular congolês enfrentava as forças do ex-vice-presidente da República e, na altura, senhor da guerra, Jean-Pierre Bemba. A Embaixada de Espanha não era um alvo, ou não tinha que o ter sido, mas converteu-se no alvo do absurdo. O então embaixador de Espanha na República Democrática do Congo, Miguel Fernández-Palacios, protagonizou aquelas quarenta e nove dramáticas horas, nas quais teve que tomar decisões numa situação limite que agora se narra nestas páginas.

 
Mauritania. Contra viento y marea. Memorias, de Moktar Ould Daddah

Mauritânia. Contra ventos e marés. Memórias (Mauritania. Contra viento y marea. Memorias)

No poder durante vinte anos, Moktar Ould Daddah torna-se no primeiro presidente eleito da República Islâmica da Mauritânia. Formado em Direito numa França reticente perante a ideia da descolonização, foi capaz de construir um Estado-nação, apesar do conturbado ambiente internacional da época e da inexperiência que partilhava com os seus primeiros companheiros de equipa. Formou um governo único sem oposição, institucionalizando o Partido Popular da Mauritânia. As suas políticas acabaram por ser reconhecidas em todo o Mundo e estas memórias, de marcado cariz político, aprofundam a experiência de um homem que lutou para acabar com a reivindicação de Marrocos sobre a Mauritânia, durante quase uma década, e que manteve um regime de unidade nacional.

 
Thot. Pensamiento y poder en el Egipto faraónico. Ferrán Iniesta. 2012

Thot. Pensamento e poder no Egito faraónico (Thot. Pensamiento y poder en el Egipto faraónico)

Este livro contradiz a imagem que a maioria dos filmes e livros de história transmitiu de um Egito povoado de múmias, tumbas e terrores. Kémit, o País Negro, era o local da luz e da alegria. Houve uma forma egípcia de viver, de pensar e de trabalhar; e, nesse estilo particular de conceber a vida e o mundo, profundamente africano, não havia espaço para o ódio, o terror ou a destruição. Assim o narra o professor Ferran Iniesta numa obra que não está isenta de polémica. Enfatiza o vitalismo africano do antigo Egito perante o pessimismo existencial e mostra como a cultura egípcia desafiou a dor, o medo e a morte com um canto amável à harmonia universal, ali onde Seth e Horus (os Dois Combatentes) se complementam como partes dinâmicas de Thot, a suprema sabedoria.

 
La globalización de las inversiones en África

A globalização dos investimentos em África

Adams Bodomo, natural do Gana e diretor do Programa de Estudos Africanos da Universidade de Hong Kong, analisa nesta obra o papel do investimento estrangeiro no desenvolvimento africano, com especial referência à Europa e às duas grandes potências asiáticas, China e Índia. Após analisar o conceito de investimento estrangeiro direto, inaugurando o debate sobre os seus benefícios e sobre o modo como afeta o desenvolvimento económico e a soberania política do país recetor, a perspetiva histórica oferece um cenário de domínio das potências coloniais ocidentais, principalmente europeias. À luz desta revisão histórica, explica-se a mudança de paradigma que é a intensificação da presença chinesa no continente, no século XXI. Poderá África esperar que a globalização atue em seu benefício?

 
AFRICA Y LA COOPERACION CON EL SUR DESDE EL SUR

África e a cooperação com o sul a partir do sul

Mbuyi Kabunda coordena as intervenções desta obra que pretende responder a perguntas como qual foi o verdadeiro motivo do fracasso da cooperação para o desenvolvimento de África ou por que não se vê o final do subdesenvolvimento e da dependência, nem se alcançarão os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio no continente.
Para os autores, na sua maioria africanistas e procedentes do Sul, a explicação assenta, por um lado, na falta de financiamento social e, por outro, em que não se diagnosticaram adequadamente as causas profundas dos males ou problemas que se pretendem resolver. Por isso, defendem o fortalecimento da cooperação Sul-Sul. Comprar

 
Historia del Congo

História do Congo (Historia del Congo)

Isidore Ndaywel è Nziem, historiador, professor da Universidade de Kinshasa e investigador, apresenta-nos nesta obra a história completa do Congo desde o Paleolítico até à atualidade. Os diferentes estados e reinos da bacia do Zaire; as suas relações com a longínqua Europa do século XVI; a procura incessante do nascimento do Nilo que levou à descoberta dos Grandes Lagos, com figuras como Stanley e Livingstone; o Congo belga e o reinado de Leopoldo II; as guerras de ocupação e a constante resistência dos congoleses; as primeiras eleições livres com Lumumba como primeiro-ministro; a ditadura de mais de trinta anos de Mobutu e os sucessivos governos e rebeliões.

 
África al socorro de África

África ajuda África

O que terá acontecido em África para que a esperança nascida da descolonização aparente hoje tal distância? O modelo de desenvolvimento imposto é interdito, mas será que se pode exonerar toda a responsabilidade das elites africanas no aumento da pobreza e da violência que põe travões à energia criadora de tantos cidadãos do continente negro? Para Sanou Mbaye, os africanos devem assumir o seu próprio desenvolvimento e, para tal, apresenta uma vasta panóplia de soluções inovadoras. Defende a superação dos isolamentos nacionalistas e étnicos, para que floresça a solidariedade entre os povos do continente e a sua diáspora, recuperando assim a sua identidade. Cinquenta anos depois das suas independências - ainda não alcançadas plenamente - África pode e tem de despertar.

 
Esfera_Publica_Africana

Esfera pública africana. Meios para as democracias

A dimensão comunicativa constitui uma perspectiva privilegiada para se aproximar do Sul do Sahara. Esta obra, além dos capítulos de José Carlos Sendín (que apresenta o panorama geral dos meios em África) e de Antoni Castel (que mostra os desafios a serem enfrentados na comunicação para a mudança social no continente), apresenta as reflexões e acções sobre a esfera pública africana. Deste modo, Bella Mody analisa a representação de África na região do Norte e do Sul, a partir da crise do Darfur; Jenkeri Zakari Okwori apresenta o panorama mediático da África anglófona, David Tam-Baryoh trata do papel dos meios num Estado frágil - como a Serra Leoa - e Patrice Douh centra-se na situação das zonas da África francófona. Desta forma, talvez nos possamos aproximar para ouvir a voz de África.

 
Pensamiento_tradicional_africano

O pensamento tradicional africano. Regresso ao planeta negro

Este livro exibe uma viagem pelo pensamento africano. Nenhum povo pode avançar por se apoiar exclusivamente em modelos de pensamento alheios e a principal doença da África contemporânea é o servilismo teórico dos seus dirigentes face à política, a economia e a filosofia ocidentais. Nestas páginas passa-se a palavra aos pensadores africanos,  os únicos que fazem frente ao novo modelo, impregnado de individualismo, não-solidário e do progresso destrutivo. São eles os que hoje se começam a impor como o único percurso para a superação desse modelo global, no qual a humanidade avança em direcção ao desastre climático e social, os únicos capazes de oferecer perspectivas para África e de romper com a "euro-filosofia" e a sua incapacidade para conviver com o mundo.

 
IntegracionRegional

La integración regional y el desarrollo en África (A integração regional e o desenvolvimento em África)

Desde a descolonização, o regionalismo representa para os líderes africanos a transformação socioeconómica do continente. Nesta obra são abordados três aspectos centrais: a arquitectura da integração regional, a sua contribuição para o desenvolvimento humano e a realidade do compromisso político. Prestigiados autores de vários perfis apresentam algumas chaves para entender os debates e propostas mais recentes: Tandeka C. Nkiwane, Yousif Suliman, Mwansa J. Musonda, Karel Van Hoestenberghe, Jimi O. Adesina, Ablassé Ouedraogo, Daniel A. Tanoe, William Awinador Kanyirige e Tchabouré Aimé Gogué. As suas visões mostram as discrepâncias existentes sobre o tipo de regionalismo mais apropriado para o desenvolvimento de África e a sua articulação com outros actores do cenário internacional.

 
Mitos_y_Realidades

Mitos y Realidades en África

Los especialistas en África consideran el siglo XX siglo como el definitivo para el continente, pues en él se han roto estructuras sociales milenarias y la globalización se ha insertado plenamente. Se trata de un siglo que se ha acabado antes de tiempo para muchos africanos, que han caído víctimas de las guerras, el hambre y la pobreza. Sin embargo, no es ésta la única imagen que debe quedarnos del África del siglo XX: la población ha dado respuesta a la mayor parte de sus problemas, muchas veces de forma satisfactoria.
Esta obra se propone realizar un ejercicio de memoria para fijar los puntos de partida que, desde una perspectiva ideológica, sirven para iniciar el siglo XXI.
Coautores: Antonio Santamaría y Mbuyi Kabunda.

 
Imaginar_África

Imaginar África

Imaginar África reflexiona sobre los estereotipos en torno a África que aún perviven en el imaginario occidental. Presentado como el continente oscuro por la literatura colonial y sin historia por los pensadores, África es percibida por parte de Occidente como un lugar inhóspito, habitado por seres anclados en una tradición que les impide abrazar la modernidad y los valores de ésta, como la democracia y los derechos humanos. Estos estereotipos son reproducidos, en ocasiones, por los medios de comunicación, forjadores de opinión pública. Raramente aparece en los medios y la literatura la vitalidad de las sociedades africanas y su gran dinamismo cultural.
Autores: Antoni Castel, Donato Ndongo, Jean Bosco Botsho, Lola López, Gustau Nerín y José Carlos Sendín.

 
Paz y Seguridad

Paz y seguridad en África subsahariana (Paz e segura na África Subsaariana)

Esta obra recolhe algumas das vozes mais relevantes, procedentes tanto de África como da Europa, a fim de analisar os principais assuntos relacionados com a paz e a segurança na África subsaariana. A partir de três eixos principais (o impacto da crise internacional em África, a situação da governação e os estados frágil, bem como as propostas de cooperação entre Europa e África neste tema), estas páginas esboçam uma teoria dupla:
África converteu-se numa prioridade na agenda de paz e segurança internacional, ao mesmo tempo que os países e organizações do continente africano deram luz a uma nova arquitectura continental nesta matéria. Os autores deste volume pretendem abrir novas questões e debates a este respeito.

 
Negocio_Pirateria

O próspero negócio da pirataria em África

Da costa da Somália à da Guiné e ao delta do Níger, a pirataria transformou-se num dos principais desafios para a segurança internacional. Este fenómeno – actualmente notícia em todos os diários e notícias, e que às vezes é objecto de excessivas simplificações – apresenta, no entanto, uma grande complexidade tendo em conta as possíveis causas que o originam: a desestruturação social e a miséria - sem esquecer a exploração excessiva da pesca - sob a responsabilidade de frotas ocidentais modernas, que reduziram drasticamente a pesca tradicional de muitos países africanos, que se apresentam nesta obra como as razões fundamentais para entender os motivos e as possíveis consequências de um conflito que funde as suas raízes em todo uma vastidão de factores e desequilíbrios muito particulares do nosso mundo globalizado.

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