Letras Africanas: María Nsue nas Ilhas Canárias

Dia 12 de Maio em Las Palmas de Grã-Canária e dia 13 em Santa Cruz de Tenerife
Letras Africanas: Tanella Boni

O programa Letras Africanas da Casa África procura levar as principais vozes da literatura africana contemporânea ao público espanhol e viaja agora até Canarias para celebrar 'África Vive 2010'.

A literatura é indubitavelmente uma das vias imprescindíveis para uma aproximação à realidade social, política e cultural do continente africano. Porém, o acesso do leitor espanhol a essa crescente e riquíssima produção literária é muito limitado, por razões relacionadas com a sua tradução e a sua escassa inserção no mercado do livro em Espanha.

Com este projecto, a Casa África quer ajudar a resolução dessa carência com uma linha de acção dupla: facilitar a presença em várias cidades espanholas dos escritores mais destacados do continente e promover a leitura das obras desses mesmos autores nas localidades visitadas por estes.

Ao longo de 2009, Letras Africanas tornou possível a apresentação de vários escritores africanos em diversas cidades espanholas: Germano Almeida em Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife; Fatou Diome em Sevilha e Cádis; Moussa Konaté em Barcelona e Amma Darko em Oviedo e Bilbau.

Neste caso temos María Nsue, da Guiné Equatorial, que irá visitar as Ilhas Canárias no âmbito do Festival África Vive 2010 organizado pela Casa África.

Dirigida pelo novelista Antonio Lozano, esta jornada literária terá lugar:

  • Dia 12 de Maio no Auditório da Casa África (C/ Alfonso XIII, 5, Las Palmas de Grã-Canária)
  • Dia 13 de Maio no Salão de Actos de TEA (Tenerife Espacio de las Artes, Avenida de San Sebastián, 8, Santa Cruz de Tenerife)

María Nsue Angüe nasceu em Ebebeyín, Guiné Equatorial, em 1945, no seio de uma família de etnia fang. Ainda em criança, a sua família mudou-se para Espanha. Estudou jornalismo em Madrid, curso que terminou em Addis Abeba, Etiópia.

Nesses anos, exerceu a sua actividade literária. Fruto desta, nasceu o romance Ekomo (cujo significado é concórdia), a primeira obra escrita por una mulher do seu país e a primeira obra guineense a ser traduzida para francês.  Nela María Nsue levanta a questão do estatuto da mulher equato-guineana face aos tabus impostos pela sociedade tradicional.

É também autora de mais de uma centena de histórias e contos, várias vezes ligados às vicissitudes da sua própria vida. No contexto da sua obra está sempre presente a tradição oral africana. A sua obra inclui também a criação poética, da qual é exemplo mais significativo Delírios.

Depois de uma longa estadia em Espanha, María Nsue regressa à Guiné Equatorial com vinte e um anos, onde redescobre o seu país e se inicia na cultura e na língua fang. Vive actualmente nesse país, onde, para além da sua actividade literária, leva a cabo diversos projectos culturais dirigidos a crianças e jovens.

 
 
 
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