Fórum económico internacional: Perspetivas de crescimento económico na África Ocidental

19 de abril de 2018 na Casa África
Foro económico internacional: Perspectivas de crecimiento económico en África occidental. 19 y 20 de abril de 2018 en Casa África
As Canárias, como região ultraperiférica europeia, poderiam desempenhar um papel muito importante no desenvolvimento da África Ocidental, tendo em conta a última comunicação da Comissão Europeia de 24 de outubro de 2017, que se refere à intensificação da cooperação das regiões ultraperiféricas com os seus vizinhos.

Esta é apenas uma das muitas razões pelas quais a Casa África acolhe na sua sede este fórum, que contará com a presença de vários representantes ministeriais africanos e espanhóis em cada um dos painéis que o compõem, bem como com representantes do setor privado do continente e da sociedade civil.

O encontro é organizado pelo Governo das Canárias com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Espanha e a Casa África, e conta com a colaboração da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE).

O fórum terá lugar no dia 19 de abril na Casa África, das 09h00 às 13h30. A participação é gratuita, mas para assistir é imprescindível inscrever-se previamente enviando um correio eletrónico para economia@casafrica.es.

Este fórum de alto nível será organizado em torno de um programa que inclui dois painéis de trabalho:

  1. oportunidades e obstáculos ao crescimento económico na África Ocidental
  2. jovens empresários como impulsores do desenvolvimento económico do continente

  

O primeiro painel pretende, entre outras coisas, analisar as oportunidades e obstáculos ao desenvolvimento económico de África, tendo em conta a importância que pode vir a ter uma verdadeira integração da região da África Ocidental, neste caso da CEDEAO, bloco regional a que Marrocos e a Mauritânia pediram a sua adesão e que representa um mercado de cerca de 400 milhões de africanos. Os avanços na integração económica dos países que fazem parte da CEDEAO têm sido significativos, mas devem ter uma maior incidência no desenvolvimento social que ainda regista índices muito precários. Cabe destacar que os países africanos representam menos de 3% do comércio mundial e o comércio intra-africano ainda é muito baixo. Enquanto na UE ou na Ásia o comércio interior atinge valores até 60%, na África ainda ronda os 10-11%.

Será analisado de que forma a adoção de tarifas aduaneiras e códigos de investimento comuns serviriam tanto para reduzir a vulnerabilidade das economias africanas, como para proteger os produtores locais e, portanto, criar mais postos de trabalho estáveis.

Também se poderá analisar o papel que o setor privado pode desempenhar nesta área e como alguns países africanos estão a fomentar o empreendedorismo.

O segundo painel analisará o papel dos jovens empresários como impulsores do desenvolvimento económico. O facto de o continente ter uma população muito jovem pode ser um incentivo, desde que consigam encontrar um emprego. As perspetivas demográficas da região podem ser vistas como um impulso à coesão e integração se a capacidade de crescimento económico for bem-sucedida na criação de emprego para os novos requerentes. Será analisado como promover o empreendedorismo na população jovem, de modo a evitar que caiam nas mãos das máfias ou grupos terroristas.

   

Depois de décadas de baixo crescimento económico, e considerada até há pouco tempo como a região esquecida pela globalização, África passou a ter um crescimento médio anual de 5% na última década, o que dá origem ao otimismo, embora tenha que ser analisado caso a caso. Além disso, as trocas comerciais de África com o resto do mundo multiplicaram-se por quatro nas últimas duas décadas, embora as trocas no interior do continente não atinjam os 15%.

A este ambiente favorável junta-se o facto de o continente contar com sociedades cada vez mais maduras e classes médias em expansão que são alimentadas por um impressionante dinamismo demográfico e um boom da construção.

Contudo, um dos obstáculos dos países africanos é que um em cada quatro países depende de uma ou duas matérias-primas, que representam pelo menos 75% das exportações.

Dados de interesse:

  • O quê? Fórum económico internacional: Perspetivas de crescimento económico na África Ocidental
  • Quando? 19 de abril de 2018, das 09h00 às 13h30
  • Onde? Na Casa África. C/ Alfonso XIII, 5. Las Palmas de Gran Canaria
  • Programa
  • Nota conceitual
  • Conclusões (espanholinglêsfrancês)
 
 
 
Esta actividad se realiza en el marco del proyecto CONFIAFRICA, cofinanciado por la Unión Europea a través del Fondo Europeo de Desarrollo Regional-FEDER en el marco del programa de cooperación INTERREG MAC (Azores, Madeira y Canarias).
 

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